notícias

Brasil experimenta declínio em índice de liberdade de expressão

Brasil experimenta declínio em índice de liberdade de expressão

06

dezembro

Brasil experimenta declínio em índice de liberdade de expressão Imprensa mundial viu sua liberdade cada vez mais restrita na última década     por Jarbas Aragão   Um levantamento da ONG Artigo 19, publicado nesta quarta-feira (5) dá conta que o Brasil é o 2º país em que as garantias para a liberdade de expressão mais decaíram nos últimos três anos. O estudo, chamado Agenda da Expressão (Expression Agenda ou XPA), avalia como o nível de liberdade de expressão tem declinado no mundo na última década.   Evidencia-se como a imprensa mundial viu sua liberdade cada vez mais restrita desde 2015. O Brasil viu uma decadência mais acentuada da liberdade de expressão em ambientes online ou no espaço público, como em protestos ou manifestações.   Outro aspecto destacado pela organização foi o número de ataques a jornalistas em todo o mundo. O número de jornalistas mortos chega a 78. Além disso, 326 foram detidos (194 sob a acusação de terem enfrentado o Estado. Noventa por cento das agressões físicos contra jornalistas ficaram impunes, em média. A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) registrou mais de 150 agressões a jornalistas no contexto eleitoral, incluindo ataques verbais e físicos. A Artigo 19 – cujo nome aponta para o artigo de mesmo número na Declaração Universal dos Direitos Humanos – lista, entre 2012 e 2016, 22 assassinatos de blogueiros, radialistas e comunicadores no interior do país. Conforme o estudo, o assédio judicial no Brasil praticamente inviabiliza a existência de jornalismo no interior do país. Afinal, blogueiros, radialistas e comunicadores de pequenos veículos locais convivem com o temor de terem suas atividades interrompidas por processos, que podem inviabilizá-los economicamente. Surge assim os chamados “desertos de notícia”, áreas no país que não contam com nenhum tipo de veículo jornalístico para fiscalizar a política local. Thomas Hughes, diretor executivo da Artigo 19, destaca que essa queda de liberdade de expressão e de imprensa é global, não poupando nem países que historicamente tinham esses direitos muito protegidos. Curiosamente, o relatório da ONU não aborda o que possivelmente é o problema mais claro da liberdade de expressão online no país, a censura de redes sociais – principalmente de Facebook e Twitter – a ideias conservadoras. Sob os auspícios das “agências de checagem”, material que não condiz com a narrativa da grande mídia foi censurado e até excluído peremptoriamente, muitas vezes estimulado pelos próprios jornalistas.  

visitante

1 2 1 7 8

envie seu comentário...

Opps! preencha corretamente os dados

enviar

peça seu som...

Opps! preencha corretamente os dados

enviar