02/10/2026
06:02:02 AM
‘China exporta repressão religiosa para outros países’,
alerta ex-embaixador dos EUA
A China está
exportando repressão religiosa para diversos países ao ajudar regimes
autoritários a vigiar e perseguir pessoas de fé, alertaram autoridades em
audiência no Congresso americano.
O tema foi debatido em uma audiência do Comitê de Relações
Exteriores da Câmara dos Representantes, realizada após a Cúpula Internacional
sobre Liberdade Religiosa, em Washington.
O ex-embaixador dos EUA para a Liberdade Religiosa
Internacional, Sam Brownback, afirmou que surgiu uma aliança de países que
considera a liberdade religiosa a maior ameaça interna ao seu controle
ditatorial.
“Estamos presenciando algo sem precedentes no mundo neste
momento, e eu já trabalho nessa área há algum tempo”, disse Brownback.
E continuou: “Essa aliança de regimes comunistas,
autoritários e totalitários não vai parar por nada para controlar
as pessoas de fé. Eles veem as pessoas de fé como uma ameaça”.
“Este desenvolvimento representa uma oportunidade para
analisar a liberdade religiosa não como uma questão humanitária secundária ou
meramente um direito humano, mas como uma importante questão de segurança
global”, acrescentou.
‘Isto é sem precedentes’
Segundo o ex-embaixador, além de investir bilhões de dólares
para suprimir religiões dentro do próprio país, a China desenvolveu tecnologias
avançadas de vigilância, como sistemas de monitoramento e reconhecimento, que
são exportadas para outros países.
“A comunidade de fé se tornou alvo dessa aliança obscura que
estamos enfrentando, e a China é a grande manipuladora por trás de tudo isso”,
declarou Brownback.
“E devemos estar profundamente preocupados com essas
questões, porque esse equipamento será usado em diversos países para manter as
ditaduras e os regimes autoritários que se opõem a nós e querem destituir a
liderança dos Estados Unidos e do Ocidente”, acrescentou.
Brownback afirmou que a Nigéria tem buscado ou recebido
apoio da China, Rússia, Turquia e Arábia Saudita, e destacou que tecnologias de
vigilância ligadas à repressão religiosa já estão presentes em cerca de 80
países.
Para ele, promover a liberdade religiosa é uma das
principais formas de enfrentar regimes autoritários e ameaças à segurança
global.
“Isto é sem precedentes – é realmente sem precedentes, e é
uma hora sombria. Os EUA e outras nações amantes da liberdade devem estar à
altura deste desafio que enfrentamos hoje”, concluiu.
Fonte: GUIAME
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