Leah Sharibu completa oito anos em cativeiro na Nigéria 

02/20/2026

05:56:55 AM

informativo

Leah Sharibu completa oito anos em cativeiro na Nigéria    Hoje, Leah Sharibu completa oito anos em cativeiro na Nigéria. A jovem cristã tinha 14 anos quando foi raptada com outras centenas de meninas pelo Boko Haram em 19 de fevereiro de 2018.  Apesar de não haver atualizações recentes sobre Leah e muitos se esquecerem dela, continuamos orando por sua libertação e retorno seguro para casa. Saiba mais sobre quem é Leah Sharibu e como o sequestro da jovem cristã reflete os desafios da igreja na Nigéria.   O sequestro de Leah Sharibu aconteceu na escola Government Girls’ Sciente and Technical College em Dapchi. A maioria das meninas foi liberta, algumas morreram no cativeiro, mas Leah se recusou a negar a Jesus e a se converter ao islamismo, e desde então permanece em cativeiro.  Com o passar dos anos, o Boko Haram passou por segmentações, por isso, o ISWAP, braço recente do grupo extremista, também é citado como responsável por manter Leah em cativeiro. Entenda o que é o grupo extremista Boko Haram, que afeta cristãos na África Subsaariana.   Sequestrada pelo Boko Haram: a história de Alheri  Alheri foi sequestrada pelo grupo extremista Boko Haram na Nigéria Há poucos dias, parceiros locais conversaram com três jovens apoiadas pelo projeto de cuidados pós-trauma da Portas Abertas. Assim como Leah, elas foram capturadas pelo Boko Haram, mas conseguiram escapar. Veja a seguir a história de Alheri, que foi sequestrada quando tinha apenas 12 anos.  “Eu tinha uma vida doce. Era pequena naquela época. Tinha 12 anos. Só varria e limpava. De repente, me casei”, conta a jovem Alheri sobre o casamento forçado com um dos militantes.  Em setembro de 2014, o Boko Haram invadiu o vilarejo onde Alheri vivia. Naquele dia, a infância da jovem cristã foi roubada. Alheri passou seis anos com o Boko Haram e, nesse período, sofreu abusos constantes e teve dois abortos espontâneos. O abuso físico foi agravado pelo fato de ela ser cristã.  “Eles nos batiam e diziam que deveríamos nos tornar muçulmanas e aceitar a doutrina deles, ou eles nos matariam. Eu não renunciei à minha fé, mas eles nos forçavam a ler o Alcorão”, relata Alheri.   A oração de uma menina no cativeiro na Nigéria  “Deus, por favor, me resgate, me tire daqui, ó Deus altíssimo. Eu lhe sirvo de coração inteiro. Deus, me tire daqui. Sou uma menina pequena, não sei de nada.”  Em 2021, Alheri e outras cinco meninas viram uma oportunidade e fugiram. Mas ao retornar, a mãe da jovem morreu de ataque cardíaco. É muito comum pais e familiares desenvolverem pressão alta ou diabetes por causa do estresse ao esperar notícias dos filhos sequestrados.  Além disso tudo, Alheri se tornou alvo de insultos da comunidade, por isso, o apoio que recebeu no Centro Shalom de cuidados pós-trauma foi essencial.   “As pessoas que trabalham aqui não têm nojo de nós. Não nos rejeitaram nem nos condenaram por termos vindo do campo do Boko Haram. Pelo contrário, nos acolheram. As coisas que eu sentia antes, como dor de estômago ou meu coração bater acelerado, já não sinto mais. Honestamente, os dias que passei aqui mudaram minha vida”, relata Alheri.   Unidas em oração por Leah Sharibu  Fonte: PORTAS ABERTAS

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