Primeira-dama da Nigéria nega genocídio cristão e cita terrorismo como causa da violência

02/26/2026

06:01:53 AM

informativo

Primeira-dama da Nigéria nega genocídio cristão e cita terrorismo como causa da violência A primeira-dama da Nigéria, Oluremi Tinubu, negou que haja genocídio contra cristãos no país durante entrevista à CBN News, em Washington, no início de fevereiro. Ao comentar os ataques e a violência religiosa, ela afirmou que os crimes estão ligados ao terrorismo e à instabilidade política. “Não creio”, respondeu repetidamente ao ser questionada se estava ocorrendo um genocídio. Para ela, os conflitos têm relação com disputas regionais antigas, pobreza e ações de grupos armados, em meio à aproximação das eleições previstas para 2027. “Quando há terroristas e sequestros para resgate, e quando o mundo lança uma narrativa de genocídio cristão, os terroristas percebem isso e começam a atacar igrejas”, disse. A Nigéria é considerada um dos países mais perigosos para cristãos. Segundo a Lista Mundial de Vigilância da organização Portas Abertas, mais de 70% dos cristãos mortos no mundo nos últimos anos estavam no país africano. Críticos afirmam que, embora muçulmanos também sejam vítimas, cristãos sofrem ataques de forma frequente. Muitos são mortos ou sequestrados, perdem casas, plantações e igrejas. Há relatos de mulheres e meninas forçadas a se casar com sequestradores. Tinubu também relatou ter sido alvo de ameaças, pois é cristã casada com um muçulmano, o presidente, Bola Tinubu. “Havia um clérigo muçulmano que disse que eu era pagã”, explicou. “A maioria dos que me defenderam são do norte”, continuou, ao comentar as divisões religiosas no país. Apesar de rejeitar o termo genocídio, ela agradeceu ao presidente Donald Trump pelos ataques com mísseis contra grupos terroristas no dia de Natal. “Agradecemos ao Presidente Trump pelo que ele fez por nós”, disse. “Este foi o primeiro Natal em que ninguém foi atacado”, acrescentou. Após as ações, o governo do presidente Bola Tinubu ampliou operações militares, reforçou a troca de informações com os Estados Unidos e anunciou a contratação de 20 mil agentes de segurança para enfrentar o terrorismo. Durante visita aos EUA, Tinubu participou do Café da Manhã de Oração Nacional, onde foi citada publicamente por Trump. Na viagem, buscou fortalecer relações comerciais e diplomáticas entre os dois países. Em meio às críticas, ela citou o próprio casamento inter-religioso como exemplo de convivência. “Se eu quiser desfrutar do meu casamento, Jesus precisa vir e me dar essa paz”, disse. “Meu marido é um bom homem.” Portal Exibir Gospel Fonte: EXIBIR GOSPEL

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